Culto Familiar Infantil

O culto familiar nem sempre fez parte de nossa rotina, apesar de entendermos a importância desse momento. A correria da vida vez por outra acabava comprometendo nosso culto, especialmente o vespertino: ora chegava uma visita, ora éramos interrompidos por um telefonema demorado, ora aparecia um compromisso de última hora, ora tínhamos trabalho demais e quando acabávamos já estávamos mortos de sono e assim vai. Sabíamos que isso precisava mudar e que esse mau hábito precisava ser vencido com Jesus.
Com a chegada de nossa filhinha, pedimos a ajuda divina para levar o culto mais a sério e não deixarmos nada atrapalhar esse momento tão importante. Desde o primeiro mês de vida de nossa filha realizamos juntos o culto matutino e vespertino. Somos muito gratos a Deus por nos ter ajudado a vencer os obstáculos e a não deixar nada atrapalhar esse momento especial em família. Mesmo em viagem ou em visita a algum parente ou amigo, realizamos o culto familiar. Se somos interrompidos pelo telefone, não atendemos e retornamos a ligação mais tarde. Se alguém chega, convidamos para participar conosco e se há muito trabalho, damos uma pausa, fazemos o culto e continuamos o trabalho depois. Em nossa casa o culto tem prioridade hoje, graças à ajuda e misericórdia de nosso bom Deus.
Procuramos seguir sempre a mesma sequência tanto no culto matutino quanto no vespertino, pois descobrimos que os bebês apreciam atividades previsíveis. Escolhemos uma pequena canção para ser a música oficial de início do culto, assim, minha filha já sabe o que vai acontecer. Em seguida, cantamos duas canções infantis, fazendo gestos ou mostrando gravuras. Compramos, por exemplo, algumas frutas artificiais para cantar a conhecida canção: “Eu gosto de… tirada lá do pé, Jesus mandou a chuva e o Sol e assim a fez crescer”. Compramos também animais de borracha, como cachorro, cavalo, ovelha, etc, para cantar outras canções que envolvem animais, como: “Quando a mãe diz… quem que corre, quem que corre?” ou “Quem fez o…, bem sei que não fui eu…”, e aproveitamos um martelinho de brinquedo para cantar a música do Noé: “Pam, pam, pam é Noé que está batendo…”. Minha filha gosta muito! Em seguida, escolhemos um hino do hinário para cantar. Ela gosta muito de passar a mão nas folhas do hinário e observar a capa! Na sequência, pegamos a Bíblia e cantamos Os Dez Mandamentos, musicado pela Gabi. Ao terminar a música, lemos um ou dois versículos da Bíblia. No momento, estamos lendo o livro de Salmos!
Após a leitura da Bíblia, cantamos uma canção oficial que indica o momento da história bíblica. Estamos seguindo a sequência da coleção Meus Amigos da Bíblia. Temos essa coleção em inglês, mas existe em português, se você se interessar em procurar. A cada culto, contamos uma parte da história, que pode levar uma semana ou mais para ser concluída, e exploramos bem as figuras. Estamos ensinando a ela a falar “Jesus” e para nossa alegria, quando começamos a falar “Jesus”, ela nos acompanha emitindo algo parecido com um “Je”!!!
Chegou a hora da leitura do Espírito de Profecia. Neste momento, estamos lendo o livro Reavivamento Verdadeiro. Lemos um parágrafo a cada culto. Mesmo sendo um pequeno trecho, a leitura rende, pois é diária. Já estamos em nosso segundo livro a caminho do terceiro. Ao final da leitura, cantamos uma canção oficial de encerramento, oramos e nos abraçamos. Pode parecer demorado, mas não é. Nosso culto leva em média quinze minutos. Minha filha gosta muito desse momento e nós também!
No culto de pôr-do-sol de sexta-feira, cantamos outra canção para iniciar, indicando que esse culto é ainda mais especial. Seguimos a sequência de costume, mas dando preferência a canções e hinos sobre o sábado. A história bíblica também é diferente. Nesse dia, recapitulamos a história que estudamos durante a semana na Bíblia em feltro. Na verdade, desde que comecei a utilizar o feltro, não saímos da mesma história: “A Criação”. De tempos em tempos, acrescento mais detalhes, mas como minha filha ainda é muito pequena, ainda não mudei de história. A minha filha gosta muito da história em feltro, pois pode pegar as gravuras na mão e brincar. Durante a semana, conto a história em feltro à tarde, em um momento à parte do culto, mas fazemos a recapitulação no culto especial de pôr-do-sol. Não tenho dúvida de que o culto familiar nos une mais como família e nos aproxima de nosso Criador. Vale a pena deixar de lado os afazeres, desligar o celular, dar uma pausa no trabalho e reunir a família para juntos buscarmos a Deus!
Por Karina C. Deana
Editora do site Vida Campestre

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