Um espinho difícil de sair – por Karina C. Deana

Ainda com as lições do Tuta em mente, sabe qual foi um dos primeiros “espinhos” que Deus retirou dos meus olhos? O preconceito contra o vegetarianismo! Um espinho bem difícil de sair.

Não sei se você já passou por isso, mas sempre que encontrava alguém vegetariano pensava: “Coitado, que infeliz!” Afinal, para mim, naquela época, ficar sem produtos de origem animal era o fim, o fim da alegria de viver (acredite, para os descendentes de italianos, a comida é um fator de felicidade! rsrs). “Como assim ficar sem leite condensado, brigadeiro, manteiga derretida no pão saído do forno, sorvete de chocolate, pizza de frango com catupiry e bolo prestígio?” Isso não entrava na minha cabeça. Sempre que ouvia uma palestra apresentada por algum vegetariano, eu virava o olho e pensava: “Ai, lá vem o fanático falando o que eu devo comer e fazer!”

Sim, eu era muito preconceituosa. Achava entediante esse papo de vida saudável. O que eu não sabia era que o vegetarianismo abriria a porta para um mundo totalmente novo para mim. Eu achava que gostava de frutas, mas só percebi que não dava muito valor a elas depois que me tornei vegetariana (antes elas ocupavam apenas uma pequenina parte das minhas refeições, sempre em último lugar, só para acalmar a consciência). Eu achava que tinha saúde, mas só descobri que vivia gripada, com dor de cabeça e com a garganta inflamada depois que nunca mais sofri dessas doenças ao mudar de hábitos. Eu achava que me servia de todas as opções gostosas e apetitosas de alimentos, mas estava totalmente enganada. Eu não conhecia nada. Tudo o que eu dava preferência para colocar no prato eram alimentos viciantes, estimulantes e “engordantes” que me davam prazer durante algumas poucas mastigadas, mas causavam um grande mal ao longo do processo disgetivo (sem contar na saúde com um todo).

É verdade que abri mão de muitos pratos que considerava gostosos, mas em troca fui apresentada à uma imensa variedade e combinações de alimentos que nunca tinha passado pela minha cabeça antes. Demorou um pouco, mas esse “espinho” foi finalmente arrancado pela carinhosa mão do Criador. Que alegria! Que alívio! Não percebia, mas esse espinho estava me impedindo de enxergar o caminho de volta ao lar.

Por Karina C. Deana – Volta ao Lar

Editora do blog: Vida Campestre

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