Mas então, o que você come?

Há alguns anos em nosso consultório, ao final de uma sessão de tratamento, enquanto finalizava a orientação nutricional para uma paciente, contei que eu era vegetariana. Expliquei a ela que não usávamos nem um tipo de carne ou derivado animal e como isso melhorou a nossa saúde. A paciente me olhou com cara de interrogação, porém, logo chegou o próximo cliente e interrompemos a conversa. Passado alguns dias, casualmente nos encontramos no supermercado, e ela ainda intrigada com essa questão perguntou: “Mas então, o que você come?”

Achei uma bela oportunidade a pergunta ter sido feita dentro do supermercado e ainda ali bem em frente às prateleiras de grãos e cereais. Rapidamente pude mostrar que havia muitas opções de alimentos vegetarianos e sugeri algumas ideias de pratos fáceis, gostosos e nutritivos que ela poderia testar. Ofereci umas receitas para ela pegar quando fosse ao consultório. Ela agradeceu ainda meio pensativa e foi embora.

Assim como ela, creio que há muitas pessoas que não entendem como podemos comer sem carne, ou ainda, não creem que a alimentação vegetariana pode ser ainda mais prática e versátil. Estamos certos de que essas pessoas podem se surpreender com a boa saúde e bem-estar, economia e até mesmo a praticidade que vem desse tipo de alimentação, descobrindo, assim, as bênçãos que advém da obediência ao verdadeiro Deus.

Em um sábado recente, fizemos um famoso “junta panelas” vegetariano e bem prático: lanche no prato. Combinado antecipadamente, cada família trouxe um ou dois itens. Uma ou duas famílias trouxeram o pão integral, outra a salada, outra hambúrguer vegetariano, outra maionese de soja com manjericão, catchup saudável, guacamole e ainda tinha berinjela ao forno e vários outros pratos.

Fizemos questão de fotografar aquela enorme mesa, farta de bons alimentos. Cada um teve oportunidade de escolher o que comer em qualidade e também na quantidade de forma a “fazer tudo para a glória de Deus” (1Co 10:31). Confesso que tive que contemplar aquela mesa por uns momentos antes de decidir do que e do quanto me serviria e enquanto estava ali, lembrei-me da paciente e outras pessoas que um dia já me perguntaram: “Mas então, o que você come?” e gostaria muito de que todos estes estivessem ali para contemplar e desfrutar daquele almoço delicioso.  Quanta variedade Deus nos proveu!

Quando encontrar pessoas assim, convide para comer em sua casa ou ofereça algo que você faz e depois envie a receita. Esses simples gestos feitos em amor podem quebrar muitos preconceitos e até mesmo libertar as pessoas de alguns fardos, que às vezes nem se dão conta de que estão carregando!

Fonte: Por Evelin Vieira – Vida Campestre

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