O Grande Conflito e o Cinema – por Otávio Simões

O presente artigo visa desafiá-lo a sair do lugar comum que leva as pessoas a serem indiferentes àquilo que elas mesmas e os seus filhos absorvem como conteúdo e doutrinação. Queremos estimulá-lo a aplicar princípios bíblicos ao avaliar o que a mídia, especialmente a indústria do cinema, tem oferecido à sua família.

É verdade que hoje em dia, na maioria dos países, não há cigarros ou bebidas no cinema. No entanto, há algo que vai além dessa questão: o fato de um lugar não ter sexo explícito ou consumo de drogas é suficiente para torná-lo apropriado para o cristão?

Um filme sem violência, com um pouco de comédia ou suspense, e com uma grande lição de moral, deve ser classificado como um entretenimento saudável?  Esquece-se que muitas vezes esse mesmo filme está regado de sutis ataques à lei de Deus.

Então, a questão central a ser analisada é se o nome de Jesus e o seu plano de salvação estão sendo honrados, ou sendo atacados, mesmo que de forma mais sutil. E até que ponto é possível não se deixar influenciar por tais informações que terão acesso à mente?

O nome de nosso Pai é desonrado diariamente em diversas salas do cinema, e o ingresso que se paga por um filme que vá falar de Jesus Cristo serve como manutenção dessa casa que também blasfema contra nosso Pai celestial.

Quando estivermos prestes a assistir a um filme, seja pela TV, DVD, ou internet, devemos nos perguntar: este filme está de acordo com o que se diz em Filipenses 4:8? Ele é puro? Ele é louvável? Ele é verdadeiro? Ele tem boa fama no conceito divino? Ele pode ajudá-lo a se tornar um melhor cristão?

As advertências que a escritora Ellen White escreveu a respeito do teatro se encaixam perfeitamente ao cinema:

“Um dos lugares de entretenimentos mais perigosos é o teatro [cinema]. Ao invés de ensinar o que é certo e o que é errado, o bem vencendo o mal, os filmes são comumente conhecidos como viveiros de pecado e transgressão da lei de Deus. Se você costuma assistir filmes, certamente se corromperá.” Testemunhos para Igreja, vol. 4, p. 652 – Adaptado

No mesmo sentido, diz o Espírito de Profecia:

“Diversões que tendem a enfraquecer o amor pelas coisas sagradas e diminuir nossa alegria no serviço de Deus, não devem ser procuradas por cristãos.” O Lar Adventista, p. 517

A forma de atuação da indústria cinematográfica, através das superproduções de Hollywood, apresenta um claro contraste entre sua doutrina e os ensinos da Bíblia.

Os grandes filmes da Disney promovem insistentemente a ideia de que você deve seguir os desejos do próprio coração (“Folow your heart”), ao passo que a Bíblia diz em Jeremias 17:9 que o coração humano é enganoso mais do que todas as coisas.

Enquanto a Bíblia exalta a lei de Deus, vemos em todas essas superproduções um constante apelo para quebrar as regras. É fácil perceber quem está por trás de algo que desafia a perfeita lei do céu, o próprio inimigo de Deus, que acumula uma experiência de mais de 6.000 anos nesse assunto. As crianças são expostas a cenas de sedução e espiritismo, onde animais e objetos falam. Tudo disfarçadamente introduzido através de “inofensivos” desenhos animados.

Os filmes se tornaram o meio de difusão do gnosticismo, crença surgida no séc. II d.C, que se baseia em  apresentar contrafações à fé cristã, distorcendo a doutrina pura da Palavra de Deus. O grande conflito entre o bem e o mal é reproduzido da forma inversa através de paralelos com a vida de Cristo e personagens bíblicos.

Os mais famosos cineastas de Holywood corroboram a descrição feita pelo cineasta Richard Stanley, segundo o qual “qualquer um pode ver toda a mídia de hoje como algum tipo de extensão da fé gnóstica… talvez o cinema em si esteja apressando o Apocalipse.”

O filme “Super-Homem”, por exemplo, foi baseado nas ideias de Nietzsche, o qual afirmou que “não há Deus. Somente o Super-Homem”. Mas o mesmo personagem, fruto da negação de Deus, é retratado subliminarmente como o próprio Jesus Cristo por ter começado o seu “ministério” aos 30 anos, e em cenas em que abre os braços como o Filho de Deus na cruz.

Esse é o engano contra o qual somos advertidos em Isaías 5:20: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo”.

Precisamos tomar decisões sérias na nossa mente e não permitir que os filmes ou a mídia em geral alterem nosso ponto de vista sobre Deus. A única maneira é desenvolver um relacionamento com Jesus, gastar tempo tentando conhecê-lo. Afinal, quanto mais conhecemos o verdadeiro, mais livres estaremos das contrafações.

Que possamos pedir sabedoria do alto para fazermos escolhas conscientes quanto ao que entra nas avenidas da nossa alma, seja através do que vemos, ouvimos ou nos alimentamos. Sobretudo, é essencial alimentar as nossas famílias com pão que vem do alto! Assim, certamente estaremos revestidos de toda a armadura de Deus contra qualquer artimanha do inimigo, mesmo que venham sob a forma mais sedutora da filosofia de Holywood. (Efésios 6:11).

Que Deus o abençoe!

Por Otávio Simões – Da Causa para o Efeito

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